domingo, 22 de novembro de 2009
Cabeça vazia.....
Pelo menos foi isso o que eu ouvi dizer. E para ser verdadeira, concordo super com isso. Eu tenho estado com a cabeça muito vazia nesses últimos anos. Como uma adolescente que mora no interior, não trabalha e só fica por conta dos estudos. Além disso tudo, tímida e sem amigas (porque essas "pisaram na bola"). Podem perceber que tenho muito tempo para pensar, re-pensar, pensar de novo.
Nunca gostei muito de TV, então minhas únicas distrações sempre foram livros, revistas e agora o "pc".
O bom de ter tempo para pensar, é que você nunca toma decisões precipitadas.
O ruim de ter tempo para pensar é que você nunca toma decisões precipitadas!!
Sabe, você tem tempo para observar o que os outros fazem. E assim, você acaba aprendendo sem precisar cometer seus próprios erros.
Então, lembre-se: não é SÓ errando que se aprende! SE APRENDE OBSERVANDO OS ERROS DOS OUTROS TAMBÉM.
o Bom é que ninguém tem tempo para cometê-los todos.
O problema é que você deixa de bater com a cabeça na parede algumas vezes, porque viu onde os outros já bateram. Já conhece o caminho. Aí não bate. Só que sentir dor, às vezes é bom. Não que eu seja uma masoquista. Mas te faz lembrar de estar viva!
Sabe o clichê: Penso, logo existo? Mentira, você sabe que existe quando o coração bate forte no peito de alegria, medo, satisfação, dor.
Quando se pensa demais, quando se vê muito os erros dos outros, se aprende a viver melhor. Mais fácil. Mas também se perde um pouco em emoções vividas. Fica-se meio inerte, vendo a vida passar.
domingo, 4 de outubro de 2009
Vazio. Silêncio. Nada.
Domingo. Ah! Ninguém merece! Esse é o pior dia para mim.
Além de segunda claro, quando bate aquela preguiça.
Sozinha. O tempo ridiculamente quente. Como se a gente fosse nuggets assando.
O céu tão azul que machuca os olhos. Seria lindo, se meu interior não estivesse mais para cinza escuro e chuva grossa com muito raios. Toda esssa beleza chega a ser ofensiva. Que vontade de pegar uma borracha enorme e apagar tudo!
Passo os canais da tv, um após o outro, na esperança inútil de encontrar alguma coisa para assistir. Tv nunca é um passatempo muito divertido aos domigos. Alías não é em qualquer dia, com exceção de quando resolvem passar um filme bom. O que raramente acontece.
Mas no domingo então, nunca se encontra nada. A não ser bumbum de fora rebolando, um bando de idiotas fazendo o que sabem (idiotices) em rede pública nacional para ganhar uns trocados, ou uma banda qualquer fingindo que ama o pobre do fã que procura saber de tudo sobre a vida deles.
Até que tipo de papel usam para limpar o **. Mas isso realmente não é nem um pouco interessante. Não sei como eles podem ofender tanto o censo de cultura das pesssoas. Ou talvez há mesmo gosto para tudo e tem gente que curte isso. O que para mim, é impossível de ser aceito.
Sorte que ainda tem o pc. E um som legal. Ah! E claro, a cozinha esperando para ser assaltada. Minha balança que sofra depois!
Sabe, a solidão tem suas vantagens.
Você pode ler aquele livro que não conseguiria com um monte de crianças correndo pela casa. Ou com um namorado(a) chato que acha que é melhor que qualquer Sidney Sheldon*.
Ouvir uma boa música no último volume. O que sua mãe certamente não deixaria, ou pelo menos alugaria seu ouvido por umas boas duas horas para reclamar.
Gritar. Quando os fantasmas da sua cabeça ficam tão insuportáveis que só balançar a cabeça e tentar pensar em outra coisa não adianta.
Quando você fica tão confuso e inseguro que sua cabeça parece que vai explodir.
Gritar é definitivamente uma ótima terapia. E que de preferência, deve ser feito quando não há ninguém por perto. Assim tem melhor efeito.
O pior de ficar sozinha num ensolarado domingo à tarde é que faz bater aquela saudade estranha. Aquela que você sente de algo que nunca teve.
Ou pelo menos que nunca achou que poderia sentir falta.
Você sente falta dos pais que te enchiam o saco e que faziam você ser louca para morar sozinha.
Você sente falta daquele irmão mais velho que era cheio de si. E que te fazia levar bronca sempre que podia.
Você sente falta daquele pirralho que não te deixava ouvir música ou ler
Você imagina como ia ser bom rever aquele amigo que te viu chupando chupeta ainda. Que aprendeu a andar de bike com você. Que escorregou num monte de lama e levou uma surra por ter ficado na chuva.
Do mesmo jeito que você também levou. Daquele que brigou com você na última vez que esteve
Do qual você ficou com ódio enorme no momento, mas meia hora depois tudo o que conseguia fazer era se engasgar com os soluços e se afogar nas lembranças dos “bons tempos”.
Mas o que importa? Esse tempo não volta mais. Agora você está sozinho.
No meio de um monte de gente que pergunta se está tudo bem, mas não quer ouvir a resposta de verdade.
Um monte de gente que se perde no seu mundinho interior e não é capaz de ver que o vizinho precisa de algo.
E você lembra que quando sair no outro dia de manhã e fechar a casa, vai sentir um vazio por saber que assim que retornar ela vai estar do mesmo jeito. Sozinha. Fechada. Fria. Esperando por você.

*Sidney Sheldon: autor norte-americano, nascido em Chicago com mais de vinte romances publicados, além de uma autobiografia, musicais para a Broadway, roteiros para a MGM e Paramount Pictures.
É o criador das séries Jeannie é um gênio e Casal 20. No início achava que não conseguiria escrever um livro. Porém já vendeu mais de 300 milhões de livros em todo o mundo. Seus romances foram traduzidos em 151 línguas e vendidos em 180 países.
Um dos meus atores favoritos.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
De onde surgiu o zumbido, exatamente (mencionado em “zumbidos do passado”)
Recapitulando:
tenho a impressão de que ele é fruto das minhas desavenças com as minhas amigas. Um dia, comecei a perceber que elas estavam meio estranhas...eu chegava e elas paravam de conversar....ou ficavam cochichando. Já ouviram falar que para toda ação existe uma reação?? Pois é. Como elas estavam estranhas, eu comecei a ficar chateada com aquilo. Aí eu chegava e ficava de cara feia. Mau-humorada. Azeda. Tudo que elas falavam era motivo para discussão. Então eu comecei a me afastar. Não saía mais. Da casa para a escola, da escola para casa. Elas perguntavam o que estava acontecendo. “Nada” eu dizia sempre. Ah! Se elas me conhecessem realmente. Eu estava quebrada. Morta. Mas o pior é que sabia fingir bem. Ou elas é que não sabiam ler através de mim. E eu não tinha ajuda. Minha mãe? Não teria coragem para contar para ela que sua filha estava tão doente que achava que todos estavam rindo dela. Que tudo de ruim que acontecia (talvez, simplismente porque tinha que acontecer) era o mundo cuspindo na cara dela. Mostrando o quanto ninguém se importava com ela. O quanto ela era ridícula e desmerecida de amor, ou qualquer outro tipo de sentimento. Isso passando pela cabeça de uma garota que tinha “amigos”? Que tinha uma vida “normal”? não, isso não poderia ser verdade. Minhas amigas? Eu já estava contaminada demais para contar a elas o que estava se passando em mim. Elas não podiam estar interessadas em um garota tão idiota e problemática! Mesmo quando perguntavam. Eu duvidava que a preocupação podia ser verdadeira.
A partir do momento que comecei a pensar assim minha auto-estima e, por consequencia minha vida deslancharam.
Eu não conseguia mais sorrir. Tudo era forçado. Sempre.
Eu não conversava mais com ninguém. Não tinha amigos.
Não prestava atenção na minha família.
Eu me tranquei numa bolha. Tudo que eu fazia era ouvir música, ler e estudar.
Cuidar de mim e me alimentar vinha por consequência.
Eu ia a extremos do meu humor. Uma hora irritada com tudo.
Outra hora tão sensível que um comercial de tv me fazia chorar.
Eu só ouvia punk. Me vestia de preto e tal.
Não é preconceito (pelo amor de Deus!) mas todo mundo acha que só porque se tem esse gosto, a pessoa já sofreu de tudo e passou pelas piores situações.
Isso era para assustar.
Para que as pessoas não tentassem se aproximar de mim.
Não. Eu não poderia admitir ser traída mais uma vez.
Porque era assim que eu me sentia. Traída. Traída pelas minhas amigas.
Elas tinham fingido ser o que não eram para arrancar coisas de mim e depois ficarem rindo da minha cara pelas costas.
Hoje, pensando nisso, eu percebo como eu achava que o meu umbigo era o centro do mundo. Pelo menos do nosso mundo.
Tudo o que aconteceu foi por mim. Porque elas queriam me atingir. Me prejudicar.
Eu era grossa e fechada.
Ninguém podia ultrapassar a barreira que eu, cuidadosamente, criei para me manter longe de confusão.
Eu perdi o jeito de lidar com as pessoas. Eu não sabia mais manter uma conversa leve,
agradável.
Eu nem mesmo tinha cabeça para aguentar as futilidades alheias. E para mim tudo era futilidade.
Eu passei a sentir falta de alguma coisa. Eu não sabia o que era. E ainda não sei. Isso porque eu ainda sinto essa falta.
É uma sensação de vazio enorme. Como se um buraco tivesse se abrindo no meu peito.
Sinto falta de uma coisa que eu nunca tive.
(“meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.”- índios – legião urbana)
Ela sempre aparece quando estou sozinha. Pelo menos agora. Para o meu sincero agradecimento.
Antes ela vinha a qualquer hora. Aliás, ela nem ia embora. Ficava como uma onda.
Às vezes, forte, às vezes baixa e calma. Mas sempre estava ali.
Hoje em dia, ela volta quando alquem me dá adeus. Mesmo que por um breve período de tempo.
Ou quando eu termino de ver um bom filme. Ou de ler um bom livro.
Às vezes ela ainda me pega de surpresa quando eu estou vendo um filme romântico.
Ou quando ouço uma música mais deprê.
Mas é mais fácil de suportar.
Pelo menos eu sei que meus fantasmas vão me dixar em paz em breve.
Sim, porque o vazio sempre vem junto com eles.
Esses fantasmas me lembram de tudo que eu sentia antes. Da dor. Da raiva.
Da insignificância.
E lá no fundo ficam me dizendo que nada mudou. Nada.
Mas como eu disse, graçaz a deus eles vão embora. Depois de algum tempo.
E eu ainda consigo manter minha lucidez. Mesmo depois de tudo ficar escuro.
Eu aprendi a esperar pelo sol. Sem prestar muita atenção às sombras.
Só o suficiente para que elas não me engulam.
zumbidoss do passado....
Você tenta ignorar. Tenta mudar de canal. Mas nada tira aquilo.
Tenta se deixar levar pelos sons da tv, o suficiente para que o som não te incomode.
Às vezes até consegue. Passa alguma coisa que chama a atenção. Mas, no fundo, no seu subconciente você sabe que o zumbido continua lá.
Minha mãe viajou hoje. Acabou de sair, com minha irmã, meu sobrinho e meu cunhado.
Foram para São Paulo. Ela era a maior parte da minha tv. A mais importante pelo menos.
Agora so sobrou as imagens. O som sumiu. E advinha? O zumbido voltou com força total!
Eu não sei exatamente quando ele apareceu. Um dia eu acordei e ele estava lá. Me atormentando.
Também não tenho certeza de quem foi a maldita abelha que colocou esse zumbido lá.
Mas tenho a impressão de que ele é fruto das minhas desavenças com as minhas amigas.
Um dia, comecei a perceber que elas estavam meio estranhas...eu chegava e elas paravam de conversar....ou ficavam cochichando.
Já ouviram falar que para toda ação existe uma reação??
Pois é. Como elas estavam estranhas, eu comecei a ficar chateada com aquilo.
Aí eu chegava e ficava de cara feia. Mau-humorada. Azeda. Tudo que elas falavam era motivo para discussão.
Então eu comecei a me afastar. Não saía mais. Da casa para a escola, da escola para casa.
Elas perguntavam o que estava acontecendo. “Nada” eu dizia sempre. Ah! Se elas me conhecessem realmente.
Eu estava quebrada. Morta. Mas o pior é que sabia fingir bem. Ou elas é que não sabiam ler através de mim.
E eu não tinha ajuda. Minha mãe? Não teria coragem para contar para ela que sua filha estava tão doente que achava que todos estavam rindo dela.
Que tudo de ruim que acontecia (talvez, simplismente porque tinha que acontecer) era o mundo cuspindo na cara dela.
Mostrando o quanto ninguém se importava com ela.
O quanto ela era ridícula e desmerecida de amor, ou qualquer outro tipo de sentimento.
Isso passando pela cabeça de uma garota que tinha “amigos”?
Que tinha uma vida “normal”? não, isso não poderia ser verdade.
Minhas amigas?
Eu já estava contaminada demais para contar a elas o que estava se passando em mim.
Elas não podiam estar interessadas em um garota tão idiota e problemática!
Mesmo quando perguntavam. Eu duvidava que a preocupação podia ser verdadeira.
Mas tudo passa.
Mesmo que a gente ache impossível suportar.
Tudo se acalma.
Tudo perde um pouco do brilho. Seja ele bom, ou não.
Ainda assim ficam marcas.
Marcas que mudam a personalidade da gente para sempre.
Eu tive muitas marcas.
A mais sensível é o vazio. O vazio que eu sinto quando estou só.
Quando alguém se vai da minha vida.
É aquele zumbido que eu disse lá em cima.
Eu sempre sei quando ele vai chegar. Da para sentir. Mas não dá para evitar.
Nunca. Nunca.
Eventualmente ele vai ficando mais fraco depois de algumas horas.
Às vezes demora.
Mas meu único consolo é que ele se vai. Assim como apareceu.
minha trilha sonora
- Love Story by Taylor Swift
- I Don't Want to Miss a Thing by Aerosmith
- Keep Holding On by Avril Lavigne
- Hot by Avril Lavigne
- Innocence by Avril Lavigne
- When You're Gone by Avril Lavigne
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